terça-feira, 13 de janeiro de 2015

uma rapariga apaixonada...

...é a coisa mais insuportável de sempre. Eu sei, porque tenho duas amigas que não se calam. Nem precisam de dizer nada, mas não se calam a falar deles, a pensar neles. Eu, pelo contrário, estou sempre a pensar em comer, em quanto tempo falta para tocar ou em como estou aflita para tossir mas é melhor esperar para tossir mais daí a um bocado, para poupar as vezes em que faço um basqueiro na sala. Eu não estou sempre a pensar no N. De longe. E é isso que faz uma rapariga apaixonada, não é?


Uma rapariga apaixonada também adora conversar todos os dias por mensagens, quando não pode estar com o seu mais-que-tudo. E falar por chamada, antes de ir dormir, é a melhor parte do dia, certo? Não. Ai que seeeeca!!! Falar de quê? Das aulas, que é a única coisa que faço o dia todo? Do frio? Do Ronaldo (parabéns, meu orgulho), que ganhou a Bola de Ouro? Ele prefere o Messi!!!! 

Mas o mais importante é estar com eles, o dia todo se possível. Só que não me apetece. Apetece-me sair em grupo, tem tão mais piada! São muitas mais histórias engraçadas e diferentes que se contam à mesa do café, há sempre tema. Com ele, não. Eu adoro falar, passo a vida a falar. Mas não falo sozinha. E quando, numa ida até à central de autocarros sozinha com ele, contei toda uma situação complexa e extensa, relacionada com amigos que ele conhece, e ele só disse, no máximo, dez palavras, vi logo que não vamos longe. Não vamos... porque eu queria uma resposta tão ou mais comprida do que o que eu disse. Um diálogo!!!

Imaginar um futuro, uma casa, três filhos, um cão, dois peixes, um apartamento no centro da cidade. Envelhecer juntos. Nooop. Não. Não é isso que eu quero para mim. Não o imagino com ele, nem o imagino sequer. Pelo menos, por enquanto. Acho que todos na vida temos um objetivo que pode começar com várias palavras: "ser", "morar", "ter", "ir". E embora a maior parte das pessoas queiram tudo o que seja relacionado com outras pessoas, eu estou focada em mim. Não quero casar, não quero filhos, não quero viver com ninguém. Talvez com a A, em Nova Iorque, um dia. A minha grande ambição também não é "ser" médica, embora gostasse. Os meus verbos são "viajar", "conhecer", "morar...pelo mundo". Os meus olhos brilham quando se fala em tirar cursos no estrangeiro ou em viajar sem destino.


Acho que, assim, estão reunidas as condições para podermos dizer que sou uma forever alone incurável. E não me importo, mesmo.

Um comentário:

  1. Também não quero ter filhos, casar, quero "ser" e para ser o que quero, é preciso dar 100% de mim. Até pode ser egoísta, mas de momento é assim que eu penso. Eu também sou forever alone incurável xD

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