quarta-feira, 25 de março de 2015

Throwback 1: Rock in Rio - Lorde

Quando soube que o Ed Sheeran ia estar em Portugal, quase me atirei pela janela. Eu tinha que estar lá e comecei logo a planear tudo. Quis saber a que horas seria, em que dia e quem mais iria atuar. Não fiquei muito contente: Lorde e Arcade Fire, que ainda por cima lhe iriam roubar 3h do tempo total de espetáculo, em que ficaria de bom grado a ouvi-lo. A única música que conhecia da Lorde era a Royals e achava que se a ouvisse mais uma vez partiria a aparelhagem. Dela sabia apenas que era rival da Lana del Rey e que era impossível gostar dela como pessoa, porque era má e falava mal de toda a gente. E parecia uma bruxa.


Quando o Ed saiu do palco, poderíamos ter ido jantar, mas decidimos ficar. O lugar em que estávamos era excelente, nenhum de nós tinha fome/vontade de ir à casa de banho e não pagávamos mais por lá ficar... sabe-se lá se ela não surpreenderia. Claro que surpreendeu, foi a melhor. 


Rendi-me na primeira música: Glory and Gore. Ela tem um estilo de música completamente diferente do que eu estou habituada, completamente diferente do estilo da Royals. Ela tem músicas excelentes, só que a Royals é a única pop e, por isso, é a única que teve sucesso. (Isto enerva-me profundamente!) Mas lá estava ela, com os seus 17 anos, a cantar para milhares de pessoas, pela primeira vez na Europa. Completamente à vontade, a sentir visivelmente a música e a dançar à sua maneira. Acho que, no início, toda a gente ficou um bocado sem reação, do tipo: "quem é esta? porque é que parece que ela está a apanhar choques?", mas passado um bocado já estávamos todos a abanar-nos como ela.


Foi todo um espetáculo de luzes, confetti, excelente interação com o público e boa música. Saí de lá a adorar completamente a miúda. Depois vi entrevistas, pesquisei as redes sociais dela e perante o que vi, não consegui encontrar explicação para tanto ódio perante uma menina tão novinha que está apenas a fazer o que gosta, com todo o mérito que lhe é reconhecido. A Lorde passou a ser linda, com o melhor cabelo do mundo e uns olhos perfeitos. Ai de quem falasse mal dela perto de mim porque eu é que sabia, eu é que a tinha visto ao vivo, eu é que a conhecia! Depois de ela nos ter agradecido milhões de vezes durante o concerto e ficar claramente apaixonada por nós, passei a sentir-me na obrigação de a defender e não me importo minimamente de o fazer. Quanto à música, não sei explicar bem o que é que sinto ao ouvi-la, mas juro que há alguma coisa dentro de mim que desperta. Foi uma surpresa mesmo muito agradável! E ela é um amor!!! Vejam:

Tweet do concorrente humilhado pelo júri no X Factor

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