domingo, 28 de setembro de 2014

Festa da Terrinha

Ontem, depois do jantar na casa dos meus tios, fui até à freguesia ao lado a uma festa que lá acontece todos os anos. Fui com o grupo com quem ando mais vezes, ou seja, aquela porção de pessoas na minha turma que adoro. Muitos deles moram lá e disseram-nos (aos citadinos) para aparecermos por lá este ano, já que no ano passado preferimos ir a outra festa, na nossa cidade.

Aquilo era meeesmo uma festa da aldeia, com aqueles arcos luminoso por cima da estrada, bancas de comida, carrinhas de farturas, um palco, luzes, música pimba e muitos, muitos idosos.

Fiquei desiludida com a A, o que não é costume. Andei a perguntar por ela a toda a gente desde que cheguei, porque somos bastante próximas, I guess, e eu queria que ela estivesse connosco. Quando a vi, 15 minutos depois de chegar, estava com o primo, da nossa idade. Não ficou surpreendida por me ver, mesmo não sabendo que eu ia e foi embora com umas cinco vezes, com umas cinco pessoas diferentes, da nossa beira. Ia, voltava meia hora depois, ficava cinco minutos e ia outra vez. Mal falou comigo e com o resto do pessoal do grupo. Estava entretida com os primos e com os amigos que conhece desde sempre e basicamente cagou para nós (desculpem a expressão). Houve uma altura em que estava mesmo com vontade de vir embora, porque eu e mais 4 amigos estávamos praticamente a fazer de cães, atrás dos outros. Ninguém falava connosco, apenas decidiam onde iam, não nos diziam, e se nós quiséssemos ir atrás, íamos, se não quiséssemos, azar.




Fartinha disto, disse-lhes que não estava para andar ali atrás deles, quando ainda por cima estavam a agir como se não fizéssemos parte do grupo. Entretanto, chegou mais gente e até ficámos um grupinho jeitoso, com cerca de 10 pessoas (sem a A, que continuava a ignorar-nos e a divertir-se/beber com os primos/amigos de infância).




Não toquei em álcool, não fui lá para me meter num beco a beber e aparentar ser uma drogada qualquer, por quem as pessoas têm medo de passar. Depois de andarmos por lá meios perdidos nas ruas (visto que decidimos parar de seguir os outros a meio do caminho para onde eles iam), voltamos ao sitio da festa. No entanto, aquilo estava meeeeesmo secante e por isso, fomos até casa do T. A ironia? Quase namorei com o T há nem dois anos e raramente nos falamos desde aí, só que estava no nosso grupo porque morava lá e nós estávamos com o pessoal que ele conhecia.

Chegamos a casa dele, a mais ou menos dez minutos do centro, e a minha mãe ligou-me. Quase me deu um ataque. Não consigo mentir aos meus pais! Eu acho sempre que eles vão descobrir de uma maneira ou de outra, por isso começo a ficar super nervosa e enterro-me. Preparei uma desculpa que era 90% verdade ("estou em casa de uma amiga porque viemos à casa-de-banho") mas ela só me perguntou se estava tudo bem e se sempre vinha com o J para casa (somos vizinhos). Passado isso, o meu sutiã decidiu rebentar. Meti-me na casa de banho, durante meia hora, a tentar arranjar uma maneira de o apertar com um nó ou assim, mas foi em vão. Tive que o colocar por baixo da camisola, assim mesmo e aguentar a noite toda, visto que não tinha ali nenhum saco para o pôr e não ia para a sala com ele na mão. Quando lá cheguei fui inundada por "onde é que estavas?" e "diz-me que não estiveste até agora na casa de banho, M".




Fora isso e a situação com a A, diverti-me imenso. Vi fogo de artifício e estive com aquelas pessoas que me fazem rir de 5 em 5 segundos, por isso era impossível não ter gostado (mas para o ano, não me parece que repita a experiência).

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