sábado, 7 de novembro de 2015

dramas de associações de estudantes


Durante esta semana realizaram-se, na minha escola, as campanhas eleitorais da associação de estudantes. Eram quatro as listas candidatas, sendo que eu participei como membro de uma delas. 



Uma das listas estava automaticamente excluída da corrida ao pódio. Ninguém sabia quem eles eram nem de onde vinham. Era uma lista formada por um grupo de amigos desconhecidos da sociedade em geral e não iriam arrancar muitos votos a ninguém.

Já as outras três eram possíveis e fortes candidatas: com um presidente conhecido do pessoal, muitas pessoas a trabalhar e de várias áreas. No entanto, a nossa era, sem dúvida e ao olhar de alguém sem interesse no assunto e minimamente inteligente, a melhor opção. A nossa presidente é uma miúda impecável, excelente aluna, simpática, comunicativa, sociável e sempre interessada em participar em atividades escolares. Olha-se para ela e vê-se que nasceu para mandar, para coordenar e para orientar os outros. Tem um sentido de responsabilidade enorme e grita connosco se falarmos para o lado nas reuniões, mesmo tendo pouco mais de 1,50m e a mesma idade que nós. Já os outros dois são só populares do facebook e, apesar de acreditar que sejam boas pessoas, parecem-me pouco inteligentes e, acima de tudo, com pouquíssimo jeito para a coisa.

Apesar das campanhas boas que todos, em geral, ofereceram, o fundamental só a nossa tinha e isso viu-se no debate, em que a nossa presidente esteve irrepreensível: super bem preparada, a responder com classe e convicção e a apelar ao voto de forma convincente. Entrei na lista por ser amiga dela, mas tenho a certeza que, mesmo que não fizesse parte da mesma, o meu voto ia direitinho para lá, por ser notável que não há melhor pessoa para o cargo em questão. 

Ainda assim, todos estávamos um quanto reticentes em relação aos resultados, porque apesar de termos noção do trabalho bem feito que fizemos, sabíamos que havia uma lista com bastantes apoiantes, tanto no interior como no exterior da escola. As coisas resolveram-se pelo melhor: às 18h acabou a contagem dos votos, com a saída a correr da nossa presidente vinda da direção, aos berros a dizer "ganhamos". Metade da multidão que esperava cá fora começou a gritar, a correr de um lado para o outro, a cantar e a abraçar-se e a outra permaneceu calada. 

Pouco depois de se instalar a borga à beira do átrio da saída, vem uma virgem ofendida da lista que temíamos que ganhasse, a repreender-nos pela falta de respeito que era estarmos a festejar dentro da escola (imaginem se não fosse a associação de estudantes da escola). A rapariga estava de tal forma desconcertada que um amigo dela teve de a levar arrastada até ao portão, apesar dos seus esforços para se soltar e gritos estridentes. Foi lindo... tenho a certeza que conseguem imaginar. Já tinha tido problemas com essa rapariga, precisamente pelos mesmos motivos: ora, esta não é mais nem menos do que a terceira vez que uma lista em que me encontro derrota a lista da qual ela faz parte. Convenhamos que ser humilhada vez atrás de vez não deve ser fácil.

Mas ela não foi a única. Muitos dos elementos das outras listas não souberam perder e fizeram questão de mandar bocas durante os nossos festejos e até filmar-nos (não sei com que objetivo). Agora parece que estão a tentar formar uma coligação para se revoltarem contra nós. O problema é que não há nada no mundo que nos tire de lá... Ficou acordado antes das eleições que não haveria segunda volta e como ganhamos justamente, não há motivo pelo qual a direção nos poderá eventualmente destituir. Vão perder tempo, paciência e, acima de tudo, classe e postura. Ficava-lhes francamente melhor terem dado os parabéns à lista vencedora e irem-se embora, quando ouviram os resultados. Desta maneira, ainda nos dão um gostinho extra. Enfim, há gente assim... arruaceira, problemática e mal formada. Fico feliz por saber que, na possibilidade da situação contrária, todos teríamos a atitude mais correta possível e encararíamos a derrota como algo triste, mas insignificante e que nunca, mas nunca faríamos figurinhas daquele género nem tampouco poríamos em causa a competência dos membros da lista vencedora ou a justiça da sua vitória. Faz parte.

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