quarta-feira, 8 de abril de 2015

I'm no angel - o cúmulo do ridículo



Eu e a minha mania de ter sempre uma opinião sobre tudo.
Desculpem-me as gordas deste mundo, mas não podia haver tema mais batido e sobrevalorizado sobre o qual fazer uma campanha (ridícula, a propósito). Se estão chocadas com o "gordas", podem parar já de ler. Não há cá paciência para florzinhas de cheiro. A mim nunca ninguém teve problemas em chamar magra, por isso se estão ofendidas, saibam que são as primeiras a fazer distinção entre vocês e 'o resto da sociedade'. 

Para começar, já não há pachorra para a típica frase: "real women have curves". Deixem-me aplaudir a vossa hipocrisia e estupidez ao defenderem que todas as mulheres são lindas à sua maneira e ao mesmo tempo dizerem que as magras são uma merda e que ser gorda é muito melhor. Afinal de contas, os homens gostam de ter onde pôr as mãos, carago! Ninguém quer andar com um monte de ossos, portanto... Gordas! Gordas! Gordas!

Em segundo lugar, a campanha é mais um 'deitar abaixo o resto do mundo' do que um 'subir a nossa própria autoestima'. E o nome diz tudo, por si só. Tiveram que fazer ali um trocadilho com as angels da Victoria's Secret, como quem diz "eu não tenho o corpo daquelas modelos, e então?". Até achava muito bem SE alguma vez a Victoria's Secret tivesse imposto algum tipo de corpo ou tido alguma atitude ofensiva para com as mais volumosas. Como tal não aconteceu, não percebo a revolta que se tem verificado nos últimos tempos. É porque as modelos são todas lindas de morrer e não temos todas a sorte de nascer com esses genes? Opá, acontece. Ou vamos também reclamar com Hollywood porque a Angelina é linda demais e sentimo-nos mal ao vê-la no grande ecrã? Aliás, continuem a dizer que elas são todas anoréticas. Até porque nem se trata de uma marca que promove diariamente um estilo de vida saudável, alimentação equilibrada e exercício físico. É porque a Victoria's Secret não vende tamanhos maiores de lingerie? Opá, azar... Queremos mandar na empresa dos outros, agora? Era o que faltava eu agora dirigir-me ali a uma loja plus size e exigir que me vendam roupa do meu tamanho. Se não vos serve, têm mais é que ir comprar a outro lado... ora esta!

O que eu vejo são pessoas com peso a mais que querem à força ser aceites pela sociedade para poderem continuar sentadas no sofá a comer hambúrgueres e batatas fritas. Tenho muito respeito pelas que fazem por mudar o seu estilo de vida, mas sejamos sinceras: a maior parte nem sequer se sente bem no seu corpo, sabe que não leva uma vida saudável e prefere continuar assim, MAS ATENÇÃO: desde que não lhes chamem gordas! Ter diabetes, colestrol e tensões altíssimas não é problema nenhum. Risco de AVC's, enfartes... e então? O problema é alguém constatar os quilinhos a mais a saltar do crop top. Pois bem, digam o que disserem, façam as campanhas que fizerem, saibam que vou continuar a ridicularizá-las, a recusar-me a apoiar a obesidade e, acima de tudo, a aceitar hipocrisia.

Um comentário:

  1. Sempre me senti bastante injustiçada porque qualquer pessoa chegava ao pé de mim e dizia que era magra e não via ninguém chegar ao pé de um gordo e dizer que ele era gordo porque "ah e tal, não lhe vou dizer isso, coitado", mas FODASSE, não conseguem entender que nós magros também não gostamos de ouvir isso? Eu não tenho culpa se tenho um bom metabolismo, se como bem e não engordo, mas há quem insista em dizer que não como nada e é por isso que estou magra.
    E quanto ao teu último parágrafo, não podia concordar mais!

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