segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

rotinas de Natal


Todos os anos, pela época de Natal, acontecem os mesmos episódios que fazem desta altura tão especial. Todos temos estes pequenos hábitos que, ao longo do tempo, se tornam tradições e sabemos que, sem elas, o Natal não era a mesma coisa.



1. Os presentes do dia 23. Ser filha da minha mãe é aprender que não é Natal até dia 22 de Dezembro e que, antes disso, não vale a pena preocuparmo-nos com presentes. O importante é que o shopping esteja aberto dois dias antes de ser preciso entregá-los.

2. Os esconderijos. Todos os anos, os presentes que se compram cá em casa ficam maravilhosamente escondidos. Não sei como todos conseguimos que os outros não encontrem o que compramos para eles, mas a verdade é que nunca me deparei com um presente derecionado a mim em nenhuma parte da casa. E sim, houve uma vez que procurei por todo o lado e, mesmo assim, não encontrei. It's magic.

3. O apartamento dos meus avós. O segundo direito de uma aldeia que pouca gente conhece. Apertadinho, com um sofá que chega para 6 pessoas bem juntinhas, aquecedores que não funcionam bem, uma árvore pequenina e um montão de presentes para todas as netinhas. No entanto, está pintado de branco e muito bem decorado e iluminado. É tão acolhedor que não o trocava por nada.

4. O panelão onde se faz o jantar. Na casa dos meus avós, há uma panela que faz parte dos Natais há mais tempo do que eu. Só é usada neste dia e é tão grande que ocupa as quatro bocas do fogão. Toda a gente fala na panela, nesta altura do ano.

5. Os casacos polares. Quando chegamos ao apartamento e tiramos os casacões que usamos lá fora, a minha tia vai logo buscar-nos um dos seus muitos casacos quentinhos de andar por casa. Assim, durante a noite, andamos todas  a combinar com casaquinhos de lã decorados com renas.

6. Pedir a opinião à vovó. Ninguém tem um olho como o dela e se ela diz que estamos mais gordinhas, mais magrinhas, mais altas, mais despenteadas, mais bonitas, mais cansadas... é lei. E há que trabalhar para lhe agradar.

7. O caldo verde, a aletria, o bolo-rei, as rabanadas. Todos muito giros mas não toco em nenhum.

8. A floresta negra. É o bolo de chocolate que a minha tia faz desde que me lembro. Não é uma receita típica dos Natais, mas é com certeza um prato obrigatório no meu.

9. O melhor barulho do mundo. Tenho a sorte de ter uma família com almas jovens e divertidas. Falamos sobre assuntos chatos da atualidade, mas também falamos de cusquices, jogamos Buzz e contamos piadas. Às vezes dou por mim a olhar à minha volta e sorrir, ao ver as pessoas de quem mais gosto, entusiasmadas em conversas e discussões saudáveis, todas diferentes umas das outras.

10. As duas mesas. A mesa de jantar é pequena para todos e, portanto, vem sempre aquela mesa branca de plástico que toda a gente tem, de casa da minha tia. Claro está que é a mesa das seis primas e das tias mais novas e a gente grande fica na outra. Apesar de estarem juntas, há uma pequena diferença na altura que não dá jeito nenhum para quem fica ali no meio.

11. Rondar os presentes. Ok, quem nunca? Andar por ali, como não quer a coisa, a ver que nome está no embrulho gigante cor-de-rosa ou no sacão da Zara (e rezar que seja o nosso!).

12. O Pai Natal. Na minha altura, descobri que era o meu tio (porque sou muito esperta e, passado seis ou sete anos, comecei a reparar que ele nunca estava na sala quando eu recebia os presentes). Quando deixei de acreditar na existência do velhinho gordo, nasceram as minhas primas e agora faço parte da trama de esconder o saco, de ajudar alguém a vestir-se e de distraí-las enquanto essa pessoa sai pela porta para tocar à campainha uns segundos depois. Tem sido assim nos últimos sete anos, por isso temo que esta tradição vá acabar em breve, quando elas se derem por derrotadas e admitirem que já sabem da verdade.

13. As prendas falsas. Ter uma tia como a minha é ajudá-la, todos os anos, a pegar em cebolas, cenouras e batatas, pô-las numa caixinha, embrulhá-las, pô-las no meio dos outros presentes e esperar pela deceção na cara das vítimas. É sempre dos melhores momentos da noite.

14. A entrega. Adorava a excitação de esperar até à meia-noite, mas isso tornou-se impossível visto que, se passa muito das 23h, as duas crianças desfazem-se em desgosto. Então lá vai alguém mascarar-se e, depois de as pequenas estarem entretidas, levanto-me eu e entrego os embrulhos aos respetivos nomes.

15. O papel de embrulho. Fica um monte de sacos e papéis no chão, perdem-se talões de troca e pecinhas dos brinquedos. Anda a minha tia com o maior saco de prendas que há, a recolher tudo do chão para que não se acumule durante muito tempo.

16. A hora de ir embora. Infelizmente, não é hábito pernoitarmos até às tantas da madrugada. Os meus avós gostam de ir dormir cedo e por volta da 1h está toda a gente a preparar-se para sair. O momento mais triste é quando passo daquela porta e percebo que a melhor noite só se volta a repetir daí a um ano.

17. Rever os presentes. Já é um clássico chegar a casa com a minha irmã e espalhar todas as prendas que recebemos por cima da cama. Quando os meus pais já estão no terceiro sono, ainda nós estamos no quarto ao lado a experimentar o que recebemos, a comentar as melhores prendas e os melhores momentos.

18. Estrear uma peça no dia seguinte. Ninguém está autorizado a ir almoçar a casa dos meus avós se não levar vestida pelo menos uma peça que recebeu na noite anterior. Nem é preciso exigir isto a ninguém porque todos o fazem: somos uns vaidosos.

Identificam-se com alguma? Têm algumas diferentes? :) Beijinhos*

3 comentários:

  1. Tinha tantas tradiçoes semelhantes...

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  2. Identifiquei-me com bastantes tradições!
    O teu Natal parece super animado. Espero que o deste ano também o seja :)

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  3. praticamente igual ao meu só que os natais são passados na minha casa

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