terça-feira, 24 de março de 2015

vai ficar tudo bem


Bem, acho que o meu plano de estudos está a correr como planeado. Tenho 9 unidades de Biologia, 4 temas de Geologia, 4 unidades de Física e 4 unidades de Química para estudar até ao final das férias.

Entre ontem e hoje, li a primeira e a segunda unidade de Bio. Pelo final do dia, segundo o que tinha planeado, já deveria ter acabado a 4ª unidade de Bio e a 1ª de Química. (Não tenho culpa de detestar a porcaria da fotossíntese e de me perder a olhar para a parede a cada frase que leio sobre o tema.)

O meu objetivo para hoje era acordar cedo e consegui! Acordei às 10h!... O que não valeu de rigorosamente nada, porque são 17h e estou perdida na Internet desde as 13h.

Para melhorar a minha situação não está a chover, por isso não posso pensar "bem, mais vale estudar... também se não estivesse a fazê-lo, não poderia sair".

Por fim, estou a morrer de dores de cabeça que não sei se são por causa de estar em frente ao computador há demasiado tempo, por ter dormido pouco e acordado cedo ou porque o meu próprio cérebro me quer impedir de sentar ali e estudar.

Se calhar, só se calhar, é melhor repensar o plano que fiz e pôr Geologia ou assim para depois das férias. Não nos esqueçamos também que tenho questão-aula de Matemática, logo na primeira semana de aulas, sobre a tal matéria da qual não apanhei uma e ainda tenho que voltar ao trauma de ler A Cidade e as Serras, como fiz no ano passado. Tudo isto em duas belas semanas às quais alguém com imenso sentido de humor chamou "férias". *suspira*

on the road


Uma coisa que eu quero mesmo fazer, embora não saiba bem em que altura do calendário, graças à minha vida muito ocupada (risos), é fazer uma viagem com amigos. E, com viagem, não quero dizer ir uma semana a Marina d'Or nas férias da Páscoa, beber até entrar em coma alcoólico ou ir para um cantinho com o número máximo de rapazes que conseguir. O que eu queria mesmo era vadiar dois ou três meses: alugar uma carrinha, pegar em 5 ou 6 pessoas e conhecer o mundo. Parece algo surreal, mas conheço pessoas que já o fizeram e sei que foi uma experiência inesquecível; tenho a certeza que seria das melhores da minha vida. Fá-lo-ia agora, se me deixassem, se pudesse, mas só tenho 16 anos e, além do mais, a minha carga de responsabilidades é bem jeitosa. Talvez no segundo ou terceiro ano da universidade ainda possa contar com os amigos que tenho hoje e talvez todos alinhem no plano. 

domingo, 22 de março de 2015

Às vezes, vais ter vontade de cortar o cabelo. Fá-lo.
Olivia Palermo

Vanessa Hudgens

Miranda Kerr

(Apesar de, com certeza, adormeceres a chorar nessa noite, porque:

Candice Swanepoel

Adriana Lima

Negin Mirsalehi)

(in)decisões // pressão familiar


Falei Discuti com o meu pai há umas semanas por não ter a certeza do curso que devia seguir, da ideia de tirar um ano para pensar me agradar bastante por ter medo de tomar decisões que me viesse a arrepender (não está nos meus objetivos trocar de curso no 3º ano da faculdade, quando perceber que aquilo não é para mim). Não fosse o meu pai do século XV, o discurso que se seguiu foi bastante inspirador e confortou-me imenso: "Tirar um ano para pensar? Estás louca? Eu e a tua mãe andamos aqui a brincar? A gastar dinheiro para a menina andar a passear? Se não gostares do curso, azar! Achas que eu gosto do que faço? Se pudesse trocar de emprego nem pensava duas vezes, mas é preciso trazer o dinheiro para casa, sabes? Não sabes o quanto custa a vida, és uma egoísta, só pensas em ti." Eu sei que ele fala como se vivêssemos numa cabana onde o teto está quase a cair, mas isso está longe de ser verdade. Os meus pais têm emprego sólido, ganham relativamente bem e a minha irmã já não é mais uma boca para alimentar (já é médica e ganha o seu próprio salário por mês). Graças a Deus, nunca senti o que é a crise pela qual o país passa. Nunca me faltou comida, roupa, nunca fiquei em casa por não ter dinheiro para ir sair, nunca não comprei alguma coisa que me fosse necessária por falta de dinheiro. Mas o meu pai é uma pessoa muito negativa e com ideias muito fixas. Lá na cabeça dele, medicina é o único curso que ainda garante a vida a um jovem. Usa sempre o exemplo da minha irmã, que vai sair todos os fins-de-semana, comprou agora um carro novo, viaja imensas vezes com o namorado, etc. O que ele não sabe é que as amigas enfermeiras e bioquímicas da minha irmã ganham mais do que ela. Não sabe também que medicina podia ser, de facto, no passado, a opção mais viável, mas agora é tão viável como as outras. Já há excesso de médicos e, pela altura em que eu acabar o curso, Medicina vai estar tão no fundo como os outros cursos todos.

No entanto, as coisas que ele diz não entram a cem e saem a mil. Já reparei que falo como ele várias vezes e não me conheço quando o faço. Estou de tal maneira condicionada ao que ele diz que começo mesmo a achar que o que importa é ter emprego e ganhar dinheiro; que fazer o que se gosta é um sonho que, nestes tempos, ninguém se pode dar ao luxo de conquistar. Outras vezes, apetece-me mandá-lo dar uma volta, fazer o que eu quero e que sei que está certo e apoiar a ideia de que, de facto, o mais importante é gostar da profissão que se tem. 

O meu trabalho é dificultado pelo facto de não ter nenhum curso que adore imeeenso. Se tivesse, acho que acabaria por escolhê-lo, com ou sem o apoio do meu pai. Não tendo, é muito mais difícil contrariá-lo, porque estou confusa e ele tem sempre argumentos. A minha irmã foi uma sortuda por perceber que queria ser médica, logo no 9ºano. Nunca teve que discutir com o meu pai sobre opções de faculdade, porque sempre estiveram ambos de acordo. Eu estou perdida aqui no meio entre "não me chatear, ir para Medicina porque afinal até nem desgosto e, assim, agrado ao meu pai" ou "não ir para Medicina porque só deve ir quem gosta mesmo e não se vê a fazer outra coisa". Claro que não acho que devo ir para determinado curso só porque o meu pai quer que o faça, mas é tão difícil arranjar coragem para contrariá-lo e fazer algo, sabendo que estou a desiludi-lo ou que não tenho o apoio dele... Afinal de contas, é o meu pai e não estamos numa novela da TVI, em que os pais são rígidos, mas os filhos acabam por seguir o seu próprio caminho e são sempre bem sucedidos no fim, nunca tendo que ouvir um "eu avisei-te" por acabarem a trabalhar numa caixa de supermercado.

Insurgente (sem spoilers)

Ontem, sendo oficialmente o último dia de aulas do 2º período (sim, porque eu já estou de "férias" há uma semana), fui com a minha turma ver o Insurgente. Já é hábito irmos todos (somos quase sempre à volta de 10/15) ao cinema, quando sai algum filme que alguém queira ver e este toooodas as meninas queriam ver. Para quem não sabe, trata-se do segundo filme de uma trilogia (parece moda agora) que começou, no ano passado, com Divergente.


Não sei se sou a melhor pessoa para fazer críticas sobre filmes, porque gosto de qualquer género e, na maioria das vezes, o facto de gostar ou não do filme em questão deve-se ao meu estado de espírito no dia em que o vir. Se calhar é por isso que adorei o Divergente e este, por sua vez, não me aqueceu nem arrefeceu. Não sei se foi pelo facto de ter sido completamente novidade, ainda não conhecer os atores ou ir para lá sem expectativas nenhumas (visto que, quando estrei na sala de cinema, não fazia ideia do que ia ver), mas vim para casa muito mais fascinada do que desta vez. Claro que também pode ter sido por ter visto o Interstellar anteontem, o que não torna a tarefa de me surpreenderem fácil para os próximos filmes que vir.

A Shailene parecia-me a Hazel Grace e não a Tris (o corte de cabelo também não ajudou), o Ansel parecia-me o Gus e não o Caleb; uma das cenas que deveria, suponho eu, fazer-nos sentir "enganados" não resultou, porque percebi logo o esquema; a relação Four&Tris pareceu-me demasiado unicórnios e arco-íris, comparando com a relação deles em Divergente... 


Sinceramente, acho que podiam ter feito bem melhor. Pareceu mais uma ligação entre o primeiro filme e o último do que um filme com história independente, se é que me faço entender. E parece-me que é aqui que entram as inevitáveis comparações com Hunger Games. Se, por um lado, fui a primeira a dizer que Divergente foi 10x melhor que Hunger Games (a história prendeu-me muito mais, a relação amorosa foi bem mais interessante, mais ação, melhor banda sonora... (atores mais giros eheh)), tenho que admitir que fiquei muito desiludida e que não acho, de longe, que se tenha conseguido manter a qualidade da saga com este novo filme. O mesmo não tem acontecido em relação à trilogia rival: vou gostando sempre mais do filme mais recente do que do anterior. É claro que os rapazes não pouparam as críticas. Fico sempre com peso na consciência por "obrigá-los" a ir ver este tipo de filme, quando, no fim, também não gosto assim tanto. Se eu não acho grande coisa, imagino eles.

Resumindo: Soube a pouco para mim, que estava com as expectativas tão elevadas. depois de ter gostado mesmo do anterior, mas não deixou de ser um serão bem passado... só não foi tão bom como o primeiro. E btw, o Theo continua digníssimo do seu 3º lugar no meu top 10. 

férias aka fim-de-semana

Não acho que seja possível explicar por palavras o quão exausta me encontro neste momento, a nível físico e psicológico. Este último mês foi algo trágico. Se antes do Carnaval já estava completamente aterrada, depois é que foram elas. Desde aí até à semana passada, não parei um segundo. Não fossem os meus professores, as avaliações ficaram todas encavalitadas, umas por cima das outras: teste de português segunda-feira, apresentação oral e questão aula de físico-química na terça, teste de biologia na quarta, questão laboratorial a físico-química e teste prático a biologia na quinta. Na semana a seguir, a mesma coisa com disciplinas diferentes. Não é desculpa, eu sei, mas, como é óbvio, as minhas notas desceram em relação aos primeiros testes. Não consegui estar atenta a matéria nenhuma que demos na última semana. Cheguei ao ponto em que os professores repararam nas olheiras e na falta de atenção. Houve alturas em que me sentei na cama antes de ir dormir, sabendo que tinha cerca de cinco horas de sono pela frente até acordar e começar um novo dia igualmente horrível, em que só me apetecia chorar. Parece que não importa o quanto eu me esforce ou o quanto eu saiba, de facto, a matéria toda, os meus resultados nunca refletem o meu trabalho. Fico frustrada. Nada do que errei no teste de FQ foi relacionado com a matéria. Resumiu-se ao esquecimento de uma casa decimal ao introduzir os dados na calculadora (o que é que adianta ter o raciocínio todo certo numa escolha múltipla?) ou a obter 60º ao subtrair 40º a 90º, mentalmente. Errei um exercício, no teste de matemática, que consistia no desenho de um gráfico. Não fazia ideia de como se fazia, tive mal. Aos que tinham a máquina gráfica nova, bastou introduzir a expressão e tcharam. Fiquei sem um valor e meio e eles tiveram-no dado. Mas os professores querem lá saber. Já me conhecem desde o início do 10º e sabem perfeitamente o tipo de aluna que eu sou, mas dar uma décima para subir a classificação final porque compreendem que temos muita pressão em cima dos ombros e, às vezes, podemos cometer um deslise ou outro? Nem pensar, credo! Que horror!!! Tenho a sensação de que se esquecem que temos disciplinas que exigem estudo bastante intenso (e que a disciplina deles não é a única que frequentamos!), que temos dois exames no final do ano e que a compreensão/ajuda deles pode ajudar a decidir a nossa vida. Que é que lhes interessa? É o que der na média, acabou-se. 

"How's school going?"

Ainda bem que agora tenho duas semanas de férias da Páscoa para descansar um bocadinho e voltar fresquinha para o terceiro período. Just kidding. Como se já não bastasse, as minhas férias resumem-se a este fim-de semana. Segunda-feira, toca a pegar no livrinho que comprei da Porto Editora de preparação para o exame de Biologia. Tenho que adiantar bastante o estudo, tenho mesmo. Se até agora foi assim, daqui em diante é que vai ser. Tudo até Junho, se não tiver um esgotamento nervoso antes (isto se não for à 2ª fase, o que é pouco provável). Se não, tenho-o depois. Por agora, vou continuar a deitar-me em 4 alturas do dia diferentes para dormir duas horas de cada vez e ter pesadelos em cada uma delas (como aconteceu hoje). O secundário é mesmo uma merda.

domingo, 1 de março de 2015

how to get away with murder aka what the fuck happened in the season finale

Não contém spoilers. 
Ontem vi o último episódio da primeira temporada de How to Get Away With Murder. Vi mesmo sem legendas, visto que não havia episódio legendado em lado nenhum, porque a euforia era tanta que não deu para esperar! Posso dizer-vos que é a melhor série que sigo no momento e merecia muito mais fama do que algumas séries tão conhecidas que por aí andam. Dá 10-0 às primeiras 3 temporadas de The Vampire Diaries (que, para mim, foram as melhores) ((ok, estou a exagerar um bocadinho)) e 100-0 às últimas 2 temporadas de The Walking Dead. Basicamente, não há nenhum episódio que classifique com menos de 8/10. Acontece sempre alguma coisa fundamental, nada é por acaso, nunca é para encher. Os atores não parecem ter feito o casting para os Morangos com Açúcar, muito pelo contrário, e o formato do episódio em si agrada-me bastante. O enredo é para além de fantástico e é uma série que me faz sentir burra, por não conseguir perceber ou adivinhar os twists (frequentes) que acontecem e me deixam sempre de queixo no chão. Este último episódio não podia ser exceção à regra. Na verdade, foi o melhor até agora, o que eu achava muito difícil: 11/10.


Contém spoilers.
Estou triste e vou ficar triste até ao Outono. Como é que vou aguentar 6 meses sem os melhores 40 minutos semanais? Nem quero pensar nisso. Analisando o episódio por partes:

- Então, agora de repente, a Rebecca tornou-se numa psicopata? Não posso ter sido a única a reparar na expressão dela quando deu o abraço ao Wes, no início do episódio. Os olhos dela diziam "vou matar-te enquanto estiveres a dormir", quando, 5 segundos antes, estava a sorrir para ele, toda carinhosa e fofinha. E o que foi aquela pseudo-ameaça de ligar ao polícia que os viu com o corpo na noite do homicídio?


- Para mim, a Laurel continua a ser a mais inteligente dos Keating 5. Aquela ideia de esconder o anel de noivado da Michaela, para ter a certeza de que ela não os entregaria à polícia, pelo facto de pensar ter perdido algo no local do crime que acabaria por incriminá-la, foi brilhante. Muito bem jogado.

- Por falar em Michaela, gostei muito da atitude dela com a mãe do Aiden. Sim senhora!

- Como assim o Oliver tem sida? That sucks. I'm so sorry for them. São o meu segundo casal favorito.


- Por falar em casal favorito... estive até aos últimos 3 minutos à espera que acontecesse algo entre a Laurel e o Frank. Não sei porque é que ultimamente se têm desleixado completamente com a relação deles, mas eu estava mesmo à espera que acontecesse alguma coisa para além da habitual cena de 5 minutos que têm sozinhos na cozinha, todos os episódios. Depois eu percebi porquê.

- Os últimos 3 minutos. Por onde é que começo? Frank, o assassino? Rebecca morta na cave? Frank, o assassino. Uma das minhas personagens preferidas desde o início. Não vou mentir: o Charlie Weber ajudou bastante, com aquela barba e roupa sempre impecável. Mas a verdade é que gostava realmente do humor irónico dele, do flirt com a Laurel, da disponibilidade, atenciosidade e inteligência. Confesso que nunca percebi muito bem a função dele na série, mas a sua presença sempre me agradou bastante. Estragaram-me completamente o esquema. Sabem aquela ansiedade quando mostra a cara da vítima a ser morta e a câmara começa lentamente a rodar e a mudar de perspetiva, acabando por deixar ver o assassino? Quando vi o Frank, morri um bocadinho. Como assim ele é o bad guy? Como assim ele matou uma rapariga grávida, a sangue frio? Como assim a expressão dele mostrava alguém que não estava minimamente afetado por estar a estrangular outra pessoa? Foi tudo tão frio, tão inesperado e tão cruel. E eu que me estava a achar muito inteligente por desconfiar da Bonnie, quando mais ninguém o fazia, Achei mesmo que ia adivinhar quem tinha sido. Mas não seria HTGAWM se não me surpreendesse, se não fosse buscar a última personagem que eu iria algum dia achar que o tivesse feito. Foi a melhor reviravolta da história das séries. Não preciso de me humilhar e dizer que me sentei num canto do hall de entrada, depois de ter saído do sofá sem pausar o episódio, me tapei com o cobertor e "chorei", em choque.


- O Frank ser o assassino e deixar toda a gente de boca aberta uma vez, não foi o suficiente para um episódio final. Por isso, nos últimos segundos, ainda somos brindados com uma Rebecca morta no meio de umas caixas, na cave, e a Annalise e o Frank a pensar no que fazer com ela. Ainda bem que para melhorar a situação, umas horas antes, ela tinha mandado uma mensagem do telemóvel da Michaela, quando eles estavam distraídos, que ninguém sabe o que significa ou para quem foi. I feel trouble.

E pronto, acho que foi mais ou menos isto. Vamos lá refletir sobre o assunto múltiplas vezes e ficar de coração partido e completamente incrédulas sempre que nos lembrarmos que o Frank matou alguém, daquela maneira. Eu acho que ainda não estou em mim, continuo demasiado chocada. Toda a situação mexeu demasiado com o meu cérebro. Ainda bem que tenho até por volta de Setembro para me recompor ahah...ah. Não, a sério. O que é que vou fazer da minha vida?

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