domingo, 1 de março de 2015

how to get away with murder aka what the fuck happened in the season finale

Não contém spoilers. 
Ontem vi o último episódio da primeira temporada de How to Get Away With Murder. Vi mesmo sem legendas, visto que não havia episódio legendado em lado nenhum, porque a euforia era tanta que não deu para esperar! Posso dizer-vos que é a melhor série que sigo no momento e merecia muito mais fama do que algumas séries tão conhecidas que por aí andam. Dá 10-0 às primeiras 3 temporadas de The Vampire Diaries (que, para mim, foram as melhores) ((ok, estou a exagerar um bocadinho)) e 100-0 às últimas 2 temporadas de The Walking Dead. Basicamente, não há nenhum episódio que classifique com menos de 8/10. Acontece sempre alguma coisa fundamental, nada é por acaso, nunca é para encher. Os atores não parecem ter feito o casting para os Morangos com Açúcar, muito pelo contrário, e o formato do episódio em si agrada-me bastante. O enredo é para além de fantástico e é uma série que me faz sentir burra, por não conseguir perceber ou adivinhar os twists (frequentes) que acontecem e me deixam sempre de queixo no chão. Este último episódio não podia ser exceção à regra. Na verdade, foi o melhor até agora, o que eu achava muito difícil: 11/10.


Contém spoilers.
Estou triste e vou ficar triste até ao Outono. Como é que vou aguentar 6 meses sem os melhores 40 minutos semanais? Nem quero pensar nisso. Analisando o episódio por partes:

- Então, agora de repente, a Rebecca tornou-se numa psicopata? Não posso ter sido a única a reparar na expressão dela quando deu o abraço ao Wes, no início do episódio. Os olhos dela diziam "vou matar-te enquanto estiveres a dormir", quando, 5 segundos antes, estava a sorrir para ele, toda carinhosa e fofinha. E o que foi aquela pseudo-ameaça de ligar ao polícia que os viu com o corpo na noite do homicídio?


- Para mim, a Laurel continua a ser a mais inteligente dos Keating 5. Aquela ideia de esconder o anel de noivado da Michaela, para ter a certeza de que ela não os entregaria à polícia, pelo facto de pensar ter perdido algo no local do crime que acabaria por incriminá-la, foi brilhante. Muito bem jogado.

- Por falar em Michaela, gostei muito da atitude dela com a mãe do Aiden. Sim senhora!

- Como assim o Oliver tem sida? That sucks. I'm so sorry for them. São o meu segundo casal favorito.


- Por falar em casal favorito... estive até aos últimos 3 minutos à espera que acontecesse algo entre a Laurel e o Frank. Não sei porque é que ultimamente se têm desleixado completamente com a relação deles, mas eu estava mesmo à espera que acontecesse alguma coisa para além da habitual cena de 5 minutos que têm sozinhos na cozinha, todos os episódios. Depois eu percebi porquê.

- Os últimos 3 minutos. Por onde é que começo? Frank, o assassino? Rebecca morta na cave? Frank, o assassino. Uma das minhas personagens preferidas desde o início. Não vou mentir: o Charlie Weber ajudou bastante, com aquela barba e roupa sempre impecável. Mas a verdade é que gostava realmente do humor irónico dele, do flirt com a Laurel, da disponibilidade, atenciosidade e inteligência. Confesso que nunca percebi muito bem a função dele na série, mas a sua presença sempre me agradou bastante. Estragaram-me completamente o esquema. Sabem aquela ansiedade quando mostra a cara da vítima a ser morta e a câmara começa lentamente a rodar e a mudar de perspetiva, acabando por deixar ver o assassino? Quando vi o Frank, morri um bocadinho. Como assim ele é o bad guy? Como assim ele matou uma rapariga grávida, a sangue frio? Como assim a expressão dele mostrava alguém que não estava minimamente afetado por estar a estrangular outra pessoa? Foi tudo tão frio, tão inesperado e tão cruel. E eu que me estava a achar muito inteligente por desconfiar da Bonnie, quando mais ninguém o fazia, Achei mesmo que ia adivinhar quem tinha sido. Mas não seria HTGAWM se não me surpreendesse, se não fosse buscar a última personagem que eu iria algum dia achar que o tivesse feito. Foi a melhor reviravolta da história das séries. Não preciso de me humilhar e dizer que me sentei num canto do hall de entrada, depois de ter saído do sofá sem pausar o episódio, me tapei com o cobertor e "chorei", em choque.


- O Frank ser o assassino e deixar toda a gente de boca aberta uma vez, não foi o suficiente para um episódio final. Por isso, nos últimos segundos, ainda somos brindados com uma Rebecca morta no meio de umas caixas, na cave, e a Annalise e o Frank a pensar no que fazer com ela. Ainda bem que para melhorar a situação, umas horas antes, ela tinha mandado uma mensagem do telemóvel da Michaela, quando eles estavam distraídos, que ninguém sabe o que significa ou para quem foi. I feel trouble.

E pronto, acho que foi mais ou menos isto. Vamos lá refletir sobre o assunto múltiplas vezes e ficar de coração partido e completamente incrédulas sempre que nos lembrarmos que o Frank matou alguém, daquela maneira. Eu acho que ainda não estou em mim, continuo demasiado chocada. Toda a situação mexeu demasiado com o meu cérebro. Ainda bem que tenho até por volta de Setembro para me recompor ahah...ah. Não, a sério. O que é que vou fazer da minha vida?

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

A


Hoje não é um bom dia. A A contou ao grupo que vai, provavelmente, viver com a tia e, consequentemente, mudar de cidade e escola, porque a mãe dela vai viver para Angola, com o pai. Bem, ela é a minha melhor amiga e não me imagino sentada à beira de mais ninguém nas aulas nem me imagino a única rapariga no meio de um enorme grupo dos rapazes, nos almoços de terça e quarta-feira. Ela é a única pessoa que percebe (e acha piada) às coisas mais absurdas que eu digo e é a única que conta piadas piores que as minhas. Ela é aquela pessoa que ri durante cinco minutos sozinha, antes de contar o motivo, e que tem sempre minas para os lápis e corretor. Podemos partilhar os phones e falar de coisas sérias enquanto fazemos piadas. Ou sem fazermos piadas, de todo. Achamos os mesmos rapazes giros e gostamos das mesmas séries. Ela sabe tudo sobre mim e eu sei tudo sobre ela. Não temos vergonha de chorar à frente uma da outra, embora não seja frequente. Às vezes, ela vem a minha casa e comemos as pipocas todas antes de começar o filme. Fomos a Lisboa juntas ver os One Republic. Ela sempre quis medicina, mas agora não quer. Quer ir para Coimbra e o Porto não será das primeiras opções dela. O destino de sonho dela é Bali e, por isso, o cão dela chama-se Balu (ela é muito criativa). Gostamos secretamente de Fifty Shades of Grey, mas não dissemos a ninguém da turma. Não gosta de pizza, bolo nem gelado. Fica olhar para mim como se eu fosse retardada quando eu canto High School Musical e espera sempre que chegue a comida de toda a gente antes de começar a almoçar. Preferia ser a Angelina Jolie do que a Beyoncé. Gosta de usar sapatos estranhos. Podemos falar inglês o dia todo. Não há nenhum professor que saiba o nome dela. Queremos viver juntas em Nova Iorque. Ela não se importa que eu fale de Arrow a toda a hora, mesmo que ela não veja. Na verdade, é quase como se visse, por mim, porque sabe tudo o que acontece. Não ficamos muito morenas no verão. Gostamos de deprimir em conjunto a ver fotografias da Candice. Se ela não gosta de alguém, eu também não gosto e vice-versa. Basically, she's kind of my soulmate and I don't want her to leave.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Adoro pensar que as minhas pessoas preferidas vão entrar numa universidade que fique na mesma cidade que a minha e que vamos viver juntos.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

confissões

Qualquer rapaz que se vista assim e não dê erros gramaticais tem uma hipótese comigo.
(Relationship goals: Blair e Chuck)

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015


Não há nada que me faça sentir pior do que estar chateada com o mundo sem saber bem porquê e descontar na minha mãe. Arrependo-me de falar mal com ela no segundo a seguir a que o faço, porque ela nunca me responde de volta, mas consigo ver nos seus olhos que fica triste. Sinceramente, às vezes acho que não mereço a mãe que tenho.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

não seria o secundário sem

O professor que te odeia e que tu odeias de volta. Só quem passou por uma situação semelhante poderá entender a revolta que isto me provoca.


Tudo começou ontem, às 8h20. Aula de Biologia, cinco minutos depois de nos sentarmos e abrirmos os cadernos, a prof vira-se para a A: "Então, A, andaste a estudar muito para matemática, não foi?" e a A, enervada porque já é a 3ª vez que um professor fala, em frente à turma toda, de um teste que lhe correu mal, respondeu "se a professora está a dizer isso, é porque já sabe a resposta" e a professora voltou: "já sei o quê? Estou a perguntar-te se estudaste muito para matemática" e a A respondeu de novo: "se está a perguntar isso é porque já viu o meu teste e percebeu que me correu mal. Estudei muito para matemática, sim. Mas estudei para Biologia como estudo sempre, só que achei mais difícil que o normal e, portanto, correu-me pior. Se fosse possível, preferia não falar sobre isso em frente à turma toda". Passaram-se um bocadinho, mas foi um momento breve.
Durante a correção do teste, a professora perguntou como é que era possível alguém achar aquele ciclo de vida difícil e eu, para lhe responder porque sabia que era para mim (tinha-lhe dito no final do teste que achei difícil), disse "eu disse-lhe que achei difícil porque o facto de a meiose não ser logo após a formação do zigoto me confundiu quanto à sua classificação".  Como ela não sabe responder a dúvidas sem nos insultar primeiro, começou "não me leves a mal (começa seeeeempre assim), mas isso não é uma dúvida de um aluno de 20, é dúvida de um aluno de 10. Demonstra falta de conhecimento e falta de estudo, - e repetiu - achar isto difícil é de um aluno de 10." Claro que eu não achei piada nenhuma, começando pelo facto de já estar farta que ela tenha necessidade de criticar algo a um aluno sempre que este se demonstre com dúvidas em relação a alguma coisa. Fomos para intervalo.


A bomba explodiu quando, a meio da aula, eu tive uma dúvida em relação ao português de uma frase e perguntei "Professora, disse: uma diferença na sequência ou diferenças numa das sequências?". Ela começou logo a gesticular com os braços "oh não percebi nada do que disseste" e mais não sei o quê. Entretanto, a A percebeu o que eu tinha perguntado e respondeu "é uma diferença nas sequências". Apontei a resposta e estava o caldo entornado. Porque somos mal educadas, temos a mania, o nariz empinado, achamos que somos mais do que os outros, faltamos-lhe ao respeito, fizemos dela um palhaço que ali estava e estragamos-lhe a aula. Durante 10 minutos, até ao toque para troca de turnos, ela arranjou maneira de nos insultar das mais variadas formas. Tudo porque a A me explicou algo que eu não tinha conseguido ouvir e, sendo assim, não achei necessário estar a repetir a dúvida à professora e gastar mais tempo de aula. E foi exatamente o que lhe disse, quando ela parou a meio para respirar. Mas não adiantou, ela voltou aos berros. Entre "podes falar, que eu não te vou bater! Às vezes apetece-me... mas não te vou bater!" a "mas vocês acham que são alguém? Vocês realmente têm mesmo a mania"... foi uma bela troca de palavras. Ao toque, suspirou um "podem sair" e foi sentar-se na secretária a chorar. E eu cheia de pena. not


As reações foram as mesmas por parte de toda a gente que assistiu: "mas ela está louca?"; "ela passou-se completamente"; "ela exagerou tanto, vocês não fizeram nada de especial!". Ainda assim, eu e a A achamos que devíamos ir falar com ela no dia seguinte (hoje), para lhe pedir desculpa caso a tivéssemos ofendido. Eu achava, sinceramente, que ela ia chegar a casa e cair em si, algo do tipo "bolas, elas realmente não estiveram bem, mas eu exagerei um pouco". Achei que o pedido de desculpas ia ser mútuo e ia ficar tudo na paz.

Quando, hoje de manhã, entrei no balneário, caíram 5 pessoas em cima de mim "nem sabes o que ela disse de vocês as duas ontem à tarde, no apoio". Basicamente, esteve a falar mal de nós, a dizer que "tínhamos muitas lacunas a nível pessoal" (mas quem é que ela acha que é?) e que estava para ver se lhe íamos pedir desculpa, se bem que "sendo as pessoas que são" não estava à espera que isso fosse acontecer (mas ela conhece-me de onde?). Perdi logo toda a vontade que tinha de ir falar com ela, ela não merecia nada a não ser total desprezo. Mas é minha professora. De Biologia. E vai dar-me uma classificação no final do período.

A aula decorreu normalmente, ela falou para nós como se não se tivesse passado nada. No final, fomos ter com ela e pedimos-lhe os minutos. Comecei com "só queríamos pedir-lhe desculpa em relação ao que se passou ontem, a nossa intenção não era de todo faltar-lhe ao respeito. No entanto, também achamos que a professora não teve a atitude mais correta ao falar de nós no apoio, à tarde, quando nenhuma de nós lá estava para se defender." Foi o suficiente para se passar de novo. E veio novamente toda a conversa do nariz empinado, refilonas, resmungonas, mania da superioridade, mania de que somos donas da razão, orgulho, "devido às características das pessoas em questão (eu e a A) nem estava à espera de um pedido de desculpas" e ainda o novo "mas ouve lá, tu és mesmo chata, pá!". Quanto à turma, somos todos uns mimados, levados ao colo, com uma personalidade horrível. O mais incrível? Voltou a chorar no fim.


Sinceramente, estou a borrifar-me para qualquer tipo de deficiência mental que ela claramente tem ou problema familiar/pessoal que ela possa ter. A função dela é ser minha professora, não é educar-me, que isso fazem os meus pais e muito melhor do que ela alguma vez faria. Eu vou às aulas dela para aprender Biologia, não vou para ser insultada, rebaixada e tratada como sei lá o quê. Ela não me conhece de lado nenhum, está comigo 5 horas por semana, dentro de quatro paredes, a falar de animais e de plantas. Ela não faz a mínima ideia da educação que eu tive, da pessoa que eu sou ou que deixo de ser. Eu não tenho que aceitar sem me revoltar que ela me chame manienta 5 vezes por dia. Sim, porque isto já não é de agora. Não é a primeira vez que falo de professores a faltarem-me ao respeito aqui no blogue. Tem vindo a arrastar-se já há algumas semanas e eu não me sinto bem com isso, ponto final.

A minha irmã ficou fora de si quando lhe contei e defende que isto não passar em branco, que o meu pai tem que ir à escola (o meu pai é o melhor quanto a "pôr as professoras na linha") e que para o ano tenho que sair dali, que está mais que visto que o ensino público não tem nada de bom para oferecer. Isto é grave, mas mesmo muito grave. Os meus pais vão ficar muito contentes, sem dúvida. E posso esquecer o meu 19 a Biologia, no 3º período. Tudo por causa daquela professora, que estava tão bem lá com as turmas dela e caiu de paraquedas na nossa. Se ela volta a dizer-me alguma coisa na aula, eu juro que peço para sair e vou-me embora da sala. I'm done with this.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Biology probs


Os testes de Biologia têm aquele dom de parecerem fáceis e darem a ideia de que até estão a correr bem. Depois vêm os critérios e tiramos 10.

Seguidores

About me